Ontem foi dia de regresso às aulas. 12º ano.
Foi um regresso diferente.
A trajectória que o ano passado sofreu, levou-me a iniciar este novo ano de uma forma diferente. Talvez o receio de voltar a cair, me tenha levado a ter esta actitude.
Podes sentar-te ao pé de mim. Falar, pois. Deixar o sol cair de velho numa noite a dar para o torto. A vida fez de nós o que deixámos. As maiores injustiças de que fomos alvo são crimes nossos também. Mas depois estamos os dois aqui. A falar. E aquilo que dizes parece simples, mas não tanto quanto as minhas deixas são banais. Fazer conversa, sim, mas que mal tem fazer conversa quando casais que muito se amaram já não encontram no lar mais do que afundarem-se no silêncio? Podes sentar-te aqui, ou ficar por aí mesmo, onde estás, resguardada do mundo, protegida de mim. Mas vai ligando, sim? Vai aparecendo para dizer olá. Faz conversa ou simplesmente finge que te preocupas como estou. Se vou bem. Se tenho alguém. Podes dizer a toda a gente que te fiz um passe mas que não marcámos golo. Fica-me bem por uma vez deixar que a defesa não seja o melhor ataque. E depois grita para aí que sou um desavergonhado, que deve andar muita fominha por esse mundo. Que queres que diga? Que é verdade? Podes sentar-te aí e falar. Estar um pouco comigo. Prometo não me apaixonar. Enquanto aqui estiveres, sabes, mal sinto a falta que me fazes.
P.S.1: Acho que ainda não desapareceste totalmente.
P.S.2: Fica-te comigo, sim?
P.S.3: "Muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa."
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