terça-feira, 13 de abril de 2010

Diz-me a verdade acerca do amor

O amor anda baralhado. Um monte de gente tem andado de costas viradas para ele e isso preocupa-me.

Irritas-me. Pões-me com os nervos em franja cada vez que existes.
É uma irritação agradável; gosto de me enervar assim. Porque tens a capacidade extraordinária de me transportar para um mundo desconhecido, numa galáxia longínqua, num universo inexistente.
Abres as mãos e voam aves imaginárias. Soltam-se os unicórnios e eis que surge algo desconhecido.
Não sei o que é, mas é tão lindo, tão agradável de ver e tão estranho de sentir.
Soltas palavras inventadas na hora e pensamentos vindos do mais escuro habitáculo do ser.
Alguém se lembrou de escrever o teu nome nas nuvens que preenchem o céu daquele mundo desconhecido.
São amarelas.
Let me steal your heart away.
Acho que és tu quem acorda o sol, todas as manhãs, e se calhar também dás o brilho à lua durante a noite.

Ontem à noite adormeci a ver-te sentada aos pés da cama. Tinhas novamente os pés à luz da tua própria lua.
Depois adormeci e sonhei contigo. Depois acordei e vi-te deitada ao meu lado.


Vem. Prende-te aqui e demora-te comigo.
Não imaginas o quanto te sinto.
Não imaginas o quanto não te sinto.
Let me steal your heart away.


P.S. Está mesmo ali, onde o posso ver quando acordo.
P.S.2. Diz-me a verdade acerca do amor.
P.S.3. A vida continua, rapaz.

1 comentário:

  1. Rui.. adorei.
    Ao contrário de certas coisas que leio, o que escreves tem uma leveza incrível! Há pessoas que põe pontos finais no que escrevem, como que a definir e a ditar definições. Tu, antagonicamente, tens uma escrita livre, clara, simples e bela. Parabéns. :)

    "Acho que és tu quem acorda o sol, todas as manhãs, e se calhar também dás o brilho à lua durante a noite." -> extraordinário : D

    Beijinho *

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