Cabelos lindos que cheiravam a rosas e uns olhos que pareciam esmeraldas.
Ao início não a reconheceu. Achou que nunca a tinha visto, mas quando a olhou de perto lembrou-se que já tinha percorrido muitos caminhos com aquela personagem.
No fim da viagem, estavam juntos. Abraçados como se se protegessem um ao outro, do fim do mundo. Um campo de ternura protegia-os de qualquer coisa que estivesse à volta.
- Posso dar-te um beijo?
Ele sorriu e assentiu.
Após isto voltou ao seu lugar. Voltou à realidade.
É tudo mais fácil quando estás em silêncio. Nada acontece. Tu não gritas e eu não choro. É um descanso regalado.
Depois vens e quebras o silêncio e volta tudo ao início. Eu faço por não gostar, mas não dá. Acho que gosto mais quando falas do que quando estás calada.
Muitas vezes, acho que já te conhecia muito antes de te ver pela primeira vez. Ocupas o lugar mais especial daquele sítio que adivinhaste. Quando te vi pela primeira vez, apenas constatei o facto e reconheci a evidência de que existes para mim. Pode ler-se nas linhas da tua mão, o destino que traçámos juntos. Aquele do qual não vou puder fugir. Acho que te queria ter encontrado antes. Pelo menos ver-te, nem que fosse ao longe, porque assim tínhamos traçado tudo mais cedo e já estava habituado a tudo isto.
Acho que já aprendi a lidar contigo. Alguém me disse que eras como uma doença crónica. Eu acho que não. Vejo-te com uma uma luz que me ilumina e emana calor.
Não sei o que dizer mais. Retiro-me e levo-te comigo.
P.S.: Sabes quanto gosto de ti? (vou estar à espera que me perguntes "Quanto", já que estragaste tudo da última vez)
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